Skip Spence

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Skip foi o primeiro baterista da banda Jefferson Airplane e depois guitarrista do Moby Grape
ele poderia ser chamado de uma espécie de primo psicodélico de Syd Barrett Em 1968, durante gravações do segundo álbum da banda, Wow/Grape Jam,  Spence tentou destruir o quarto de hotel de um colega de banda com um machado de incêndio,  estando sob efeito de LSD, sendo condenado a seis meses de detenção em um hospital.Durante esses seis meses em Bellevue, Spence foi diagnosticado com esquizofrenia.No dia de sua libertação clinica, ele dirigia uma motocicleta, vestindo apenas o pijama, diretamente para Nashville para gravar seu álbum solo,dentro de uma bad trip sem volta para um  mundo de alucinações, violência e deterioração física e psíquica. Skip realizou um dos grandes e obscuros álbuns daquela época, o Acid Folk “Oar” em que foi  assinado com seu propio nome Alexander “Skip” Spence.

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Pierre Henry diz não ouvir música eletrônica atual

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“ADRIANA FERREIRA SILVA
da Folha de S. Paulo

A fita cassete e o gravador ainda não haviam sido inventados quando, em meados dos anos 40, em Paris, dois Pierres, Henry e Schaeffer, decidiram criar uma “música nova”, feita a partir da manipulação de objetos, com ruídos e pedaços de outras músicas. Nascia ali a música concreta, além de uma série de procedimentos que, posteriormente, ficariam conhecidos como sample e remix.

“Nosso principal equipamento era o microfone, que permitia gravar muitos sons”, diz Henry. “A fita cassete ainda não existia, então, trabalhávamos com LPs, registrando pedaços bem pequenos de músicas, que eram copiados em outro player. Essa maneira de produção, que inventamos em 1950, deu início ao que faz um DJ. Usávamos dois toca-discos para ter diferentes sonoridades na mesma gravação.”

Desde que criou o Grupo de Pesquisa de Música Concreta com Pierre Schaeffer, em 1949, Henry investiga as possibilidades de composição por meios não-convencionais. “A música concreta é o ato de escolher o som e trabalhar nisso, manipulando, gravando e regravando, o que resulta em algo totalmente diferente”, define ele. “Depois de anos estudando instrumentos e composições eruditas no conservatório, tive vontade de explorar novos mundos.”

Obras de sua autoria inspiraram artista como o então jovem alemão Karlheinz Stockhausen, que, instigado pelos franceses, intensificou suas experiências eletrônicas. “Stock-hausen estava mais ligado à escola alemã, curiosa sobre a eletrônica, e eu, à música concreta”, explica Henry. “Queríamos fazer nosso próprio som, utilizando diferentes fontes, instrumentos e objetos, entre outras coisas. O interesse pela eletrônica veio um pouco mais tarde, em 1954, quando fiz minha primeira música eletrônica, ‘Haut-Voltage’ [1956].”

“Peças suas também caíram nas mãos de produtores como o inglês Fatboy Slim, que remixou “Psyche Rock”. Apesar disso, Pierre Henry pouco sabe sobre a eletrônica atual. “Não ouço”, responde, impaciente.

Se existe uma analogia entre seu trabalho e o desses produtores, Henry resume: “A diferença é que nós criávamos os samples, e muitos DJs os roubam. Essa era a única tecnologia que existia. Inventamos o sample, o uso da reverberação, a mesa de mixar…”


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* “Psyché Rock”, inspirou o tema do desenho animado Futurama, dando a entender que, para seu criador Matt Groening, a música eletroacústica seria a música do futuro.
* Este álbum é considerado um ícone da música concreta e experimental.